Review: Persona 4
agile | June 7, 2009
Já tava na hora de eu postar aqui… então vamos começar com o review de um jogo que eu andei jogando nesses últimos tempos, Persona 4. É um RPG bem cativante produzido pela Atlus para a série Shin Megami Tensei.
Um jovem garoto acaba de se mudar para a cidade de Inaba. Lá ele conhece pessoas, faz novos amigos e leva uma vida inicialmente tranqüila, até que ouve rumores sobre um canal de televisão que só pode ser assistido em noites de chuva, à meia-noite. Ele e seus amigos, ao assistirem o canal, vêem que aparecem as mais diversas pessoas nele - e dias depois as pessoas que aparecem lá morrem. As coisas não parecem tão alarmantes, até que no tal canal começam a aparecer amigos e conhecidos do personagem…
Essa é a premissa de Persona 4. Qual é a desse canal, porque as pessoas aparecem lá, porque as pessoas que aparecem lá morrem e como salvá-las são apenas alguns dos mistérios que o jogador deve desvendar numa história com clima de mistério policial e personagens bem marcantes. E não é só no estilo da história que P4 se difere da maioria dos RPGs: o jogo se passa no presente (em 2011, na verdade), e com isso no lugar de guerreiros e magos temos adolescentes estudantes japoneses. Mas, por mais “pés no chão” que isso possa parecer, nada impede que os personagens não enfrentam monstros, usem magias e explorem dungeons como um RPG tradicional…
No combate, os personagens podem utilizar os chamados Personas (uma personificação mágica do interior de cada pessoa) para ajudá-los lançando magias e utilizando habilidades especiais. Existem diversos personas, cada um com habilidades e fraquezas diferentes, que o jogador pode encontrar no jogo e “recrutar” para utilizar nas batalhas.
Um diferencial legal da série Persona é que, além dos personagens sairem por aí explorando lugares como castelos e lutando contra inimigos como um RPG tradicional, eles têm uma vida normal para viver. Eles podem e devem ir para a escola, arrumar trabalhos de meio-período, sair por aí com os amigos, entrar em clubes de esportes da escola, entre outras coisas. E isso faz a diferença também na batalha: ao fazer novas amizades e aprofundá-las (elemento que no jogo é chamado de Social Link) você aumenta a força dos seus Personas e faz com que eles ganhem experiência extra! E, dependendo de como e com quem seu personagem se relaciona, quem sabe ele não descubra um melhor amigo ou até mesmo uma namorada…
A personalidade do protagonista (assim como seu nome) é totalmente decidida pelo jogador, que deve dizer quais ações tomar, o que falar em qual hora e com quem ele anda por aí. Isso influencia em algumas características que o personagem deve cultivar, como Compreensão e Conhecimento, as quais por sua vez influenciam em algumas ações que o personagem pode ou não fazer. Por exemplo, o personagem pode não ser capaz de pedir o telefone de uma garota porque não tem Coragem o suficiente para isso, ou caso ele desenvolva sua Expressão será capaz de conversar com tipos diferentes de pessoas.

Outro detalhe à parte é a produção do jogo. Apesar dos gráficos não serem aquilo tudo e da dublagem americana ser apenas razoável, fora isso não há do que reclamar! Os menus são muito bonitos e bem feitos, há animações em estilo anime e as músicas são bem legais. Muitas delas são cantadas, até mesmo músicas de quando você explora uma dungeon ou a de batalha. Isso pode parecer meio estranho no início para quem não conhece a série, mas logo se acostuma (ainda mais com músicas cativantes como as desse jogo… se bem que há quem ache que elas ficam meio enjoadas com o tempo). Além deste (discutível) defeito, os outros que encontrei são que o “ritmo” do jogo pode ser meio lento para quem está acostumado a um Final Fantasy da vida, e que as batalhas podem ser muito difíceis! Elas geralmente envolvem uma boa dose de estratégia…
Sem muito mais o que falar, Persona 4 é um jogaço. Além de tudo o que foi mencionado acima, o jogo possui história e características de anime, o que pode agradar aos otakus que gostam de RPG também. É uma ótima pedida e eu definitivamente o recomendo (ainda mais se você não entrou na next gen ainda…
).










